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Review de ‘Heritage’ dos Gandur

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       Black Metal é talvez um dos géneros de Metal mais lindo e mais assombroso, e talvez aquele que se torna mais difícil a entrada de novos ouvintes. Se bem que com este trabalho dos Gandur torna-se fácil a sua audição, mesmo para os noobs do género. Se é música para nos arrepiar a espinha que se procura, a busca por tamanha façanha pode terminar já aqui neste poderoso álbum dos Gandur. A banda é formada por 5 elementos sendo eles Karnathvs na bateria, Lordigan na guitarra, Dæmonatos na guitarra de ritmo, Gulthor no baixo e Aodh na voz. Este quinteto consegue em apenas 4 músicas agrupar a verdadeira essência do estilo, seja na temática, instrumental ou na atmosfera.      Olhando para a capa do álbum fica-se com a sensação de que iremos para algo que misture o Folk com o Black com aquilo que parece um Wraith e algumas runas nórdicas. Na verdade, olhando para a descrição da banda no Spotify ficamos ainda mais inclinados para isso. No entanto, a parte Folk está mesmo no nome da band

Review do Mad Fire Fest – Hollywood Spot, Feijó [17 de fevereiro de 2024]

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       Sábado costuma ser um dia ideal para descontrair e relaxar, e os adeptos da música extrema sabem que um Festival de Metal é talvez a melhor forma. Ora as preces foram ouvidas e os Deuses do Metal providenciaram, e entregaram um festival para este passado dia 17 de fevereiro.      O seu nome é Mad Fire Fest, que para primeira edição demonstrou um potencial devastador com uma sonoridade bastante eclética, que cativou ouvidos de habitantes das diversas gamas do espectro do Metal.        A primeira banda a subir ao palco foram os Legacy of Payne, que não só inauguraram o festival como fizeram a sua estreia nos palcos. E, diga-se de passagem, que a sua estreia foi no mínimo estrondosa e memorável. Thrash Metal à antiga com um cheiro a novo que nos cativa desde o primeiro acorde. A melhor palavra para os descrever seria mesmo “Enérgicos”. A banda é formada por membros dos Critical Hazard e por elementos que já passaram por bandas como os Speedemon, o que nos indicia que a banda

Review de ‘I Begin’ dos Azzaya

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       Não há nada mais negro, vil, sombrio e poderoso em simultâneo do que uma mistura equilibrada entre Black e Death Metal. E tudo faz sentido quando ouvimos um álbum que consegue a hercúlea tarefa de nos brindar com tal feito. Os Azzaya conquistaram essa façanha e vão com certeza conquistar os ouvidos dos fãs de ambos os géneros. Atualmente, conta com Gabriel Warmann na voz, André Marmelo na guitarra, Luís Simão no baixo e Francisco Gandum na bateria. Porém no álbum foi Gabriel Warmann que gravou a voz, guitarra, baixo e programou ainda a bateria, com exceção dos trechos de guitarra nos temas “Profane Destruction”, onde foi o André Marmelo, e “Lineage of Greed”, onde foi o Luís Simão. 1 “Chaos Reigns”      Iniciamos esta viagem com um canto clássico dos monges do Tibete, que se mescla difusamente com um riff em tremolo, criando a atmosfera que se quer no estilo, e que grita Black Metal por todo o lado, e somos, de facto, saudados com um grito. A canção baliza a tónica do restan

Review de Dread Reaver Europe Tour 2024 (Abbath + Toxic Holocaust + Hellripper) – RCA Club, Lisboa [13 de Janeiro de 2024]

A tour do Abbath chegou finalmente a Portugal, sob uma dose dupla partilhada entre a capital e a cidade do Porto. Quem assistiu ontem ao concerto no RCA não pode ficar indiferente certamente, pois há várias formas de abrir um ano novo de concertos, mas a forma como foi dado o primeiro passo na noite passada profetiza um dos melhores anos de sempre, no nosso país. Já se assistiu a muitos gigs no RCA, de diversos géneros e em diversas alturas do ano, mas arrisco-me a dizer que nunca se sentiu um ambiente tão quente e potente como o da noite passada. A título de exemplo, não me lembro da última vez em que foram colocados seguranças no palco para “acalmarem” o caótico crowd surfing que se fazia por toda a sala, durante todo o show, de todas as bandas. A banda que abriu as hostilidades foram os Hellripper, diretamente da Escócia vieram a Portugal, nesta sua estreia, espalhar o seu Black’N’Roll por toda a sala e arredores. A sonoridade da banda é uma mistura perfeita entre o Black e o Spee

Antevisão de Dread Reaver Europe Tour 2024 - Abbath + Toxic Holocaust + Hellripper

 Abbath está de volta a Portugal e já neste fim de semana, com 2 concertos. Sábado dia 13 no RCA Club em Lisboa e Domingo dia 14 no Hard Club no Porto. A última passagem do artista tinha sido em setembro de 2022 no LAV em Lisboa, noite partilhada com os Watain. A lenda do Black Metal, conhecido por ter sido fundador e vocalista da banda Immortal. Após cisão do grupo prosseguiu a solo, e conta já neste momento com 3 álbuns ‘Abbath’, ‘Outstrider’ e o mais recente ‘Dread Reaver’ (que dá nome à tour). O seu registo é um Black Metal mais para o melódico e mais “cuidado” em termos de produção do som, fugindo ao Black Metal mais “cru” típico da segunda onda do movimento, protagonizado pelas bandas norueguesas. Do que se viu pela Tour Americana, e pelo que foi tocado até agora na Europa podem-se esperar temas dos 3 álbuns, mas também temas da banda Immortal e do super grupo I (do qual Abbath também fez parte juntamente com membros dos Enslaved, Gorgoroth e Immortal). E olhando para os tema

Review de 2023 pt2 (concertos)

Deixando agora os festivais de parte e focar naquilo que foram as atuações, (na minha opinião), mais marcantes do ano de 2023. Foi difícil escolher quais as bandas, e como é que as poderia apresentar do meu ponto de vista. Porém, decidi cingir-me a um sólido Top 10 concertos. Mas irei fazer, contudo uma separação de bandas internacionais e bandas nacionais, mas apenas para o Metal, no caso do Rock, Punk e Hardcore acabarei por juntar tudo. Ressalvo que algumas bandas acabei por assistir bem mais do que 1 vez, e isso também tem impacto, porque acabo por criar um ponto de comparação. Os critérios são importância da banda para mim, ambiente vivido, qualidade de som, binómio interação banda-público e expetativa versus realidade. Metal Internacionais 1º Pantera A minha banda de infânica e adolescência. Aquela banda que oiço quando não sei o que hei-de ouvir. O meu sonho tornou-se realidade, ainda que não seja a banda original, o meu lado mais jovial deixa-me viver o sonho abertame

Review de 2023 pt1 (festivais)

Após o período de pandemia, podemos afirmar que 2023 foi de facto o ano do regresso da música ao vivo. Neste conjunto de textos irei tentar falar sobre o ano que está prestes a findar, concertos memoráveis, festivais épicos e bandas que surpreenderam. Finalizarei com aquilo que à data nos pode esperar para o próximo ano. Vou iniciar por um balanço daquilo que foram os festivais deste ano. Falando apenas da minha experiência, quero falar de festivais que tive o prazer de assistir este ano:   Z! Rock Live Fest Começando pelo festival em Zamora, Espanha, é de facto uma experiência extraordinária assistir a um festival fora do nosso país. E não é que o nosso país não tenha bons festivais, porque os tem, e eles têm de facto impacto a nível mundial. Apesar dos constrangimentos meteorológicos, que levaram ao cancelamento quase integral do 2º dia do festival, foi possível assistir a banda como: Amorphis, Septic Flesh, Symphony X, Crisix, Dark Tranquility, Haken, Evergrey e Helloween. F